O Sistema Agricultura recebeu uma nova instituição que agrega em sua composição. Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa sexta-feira (6) o decreto que sanciona a lei de criação do Instituto Parque Granja do Torto. Trata-se de uma entidade com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e com utilidade pública. A iniciativa foi recepcionada em um evento, no Parque Granja do Torto, na mesma data.

Para o presidente da Emater-DF, Roberto Carneiro, o instituto vem para dar um novo impulso para o setor agropecuário. “São mais de 70 hectares que estão, no momento, subutilizados”, afirma ele. Para Roberto, a nova forma de gestão poderá trazer para o parque congressos, seminários, prestadores de serviços de interesse do setor, além de apoiar a agricultura familiar em seus eventos. “O Instituto vem para resgatar o parque e fazer com que ele também promova desenvolvimento junto com a Emater, a Ceasa e a Secretaria de Agricultura", completa.

De acordo com o decreto, a administração do instituto caberá ao Conselho de Administração, formado por nove membros, dos quais 4 são do Poder Executivo, 4 da Sociedade Civil e 1 do Poder Legislativo. Pelo governo de Brasília, integram o colegiado o secretário da Agricultura, o secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, o secretário-adjunto de Turismo e o presidente da Emater-DF. Pela sociedade civil estão representadas a Federação da Agricultura e Pecuária do DF (Fape-DF), a Associação de Criadores de Equinos e Muares, a Associação de Criadores de Zebu do Planalto e a agricultura familiar por meio do Conselho de Desenvolvimento Rural do DF.

O indicado pelo Conselho de Desenvolvimento Rural do DF, Anaildo Porfírio, vê a iniciativa com bons olhos. “Temos uma grande expectativa de ocupar esse espaço com vários tipos de atividades para a agricultura familiar”, afirma o agricultor familiar, que é também presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar da Chapadinha (Astraf).

Para o vice presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF), Rogério Tokarski, a volta do parque contribui economicamente para o setor. “O instituto representa para nós a esperança, pois temos aqui uma estrutura enorme fixada para a pecuária do Centro-Oeste”, afirma o representante da Fape. “Aqui é a cidade da agropecuária, estamos extremamente felizes com essa recuperação”, conclui Tokarski.

Ainda durante o evento dessa sexta-feira, a Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros do Distrito Federal e Entorno recebeu um caminhão para transporte e escoamento da produção local. Além disso, o secretário de Agricultura assinou um contrato para a construção de 140 cisternas que beneficiarão produtores gerais da região. Aconteceu também a entrega de contratos de concessão de uso para 25 produtores, de um caminhão baú e um trator para a Associação de Produtores Rurais de Santa Maria e a entrega de uma pá carregadeira como parte de um convênio de R$ 1 milhão firmado entre a Seagri e a Fundação Banco do Brasil durante a PecBrasília em 2017. O dinheiro será usado para recuperar 224 nascentes, construir 1,2 mil barraginhas e plantar 90 mil mudas.